Embora já sendo um nome sonante no seio da nossa comunidade, a Academia do Bacalhau, ainda não está oficialmente em funcionamento em Londres. No passado dia 4 de Julho o grupo de amigos que pretende criar a Academia em terras de sua Majestade reuniu-se no Café de Portugal e no dia seguinte no Café Sintra para acolher César de Pina, presidente da Academia no Porto e Durval Marques, presidente Honorário das Academias e um dos fundadores deste movimento. A abertura desta nova academia está sujeita a votação e aprovação no Congresso a realizar em Toronto, no Canadá no início de Outubro, daí a necessidade destes encontros para uma troca de impressões e apresentação dos interessados. «É fundamental abrir-se uma Academia do Bacalhau em Londres», confessa César de Pina.
A primeira Academia foi fundada em 1968 em Joanesburgo, África do Sul, onde na altura viviam e trabalhavam cerca de 1 milhão de portugueses. Este movimento filantrópico foi criado por um grupo de amigos que, conhecedores das carências e problemas que afectavam a comunidade portuguesa e movidos por um sentimento fraterno, quiseram de algum modo contribuir para os minimizar. Hoje, a Academia está representada em perto de meia centena de países nos quatro cantos do Mundo e conta já com 60.000 mil membros.
A escolha do nome foi óbvia, «para nós portugueses o bacalhau foi, é e será sempre o nosso ‘fiel amigo’, tanto na mesa de um pobre como na de um rico», relata César de Pina. Além disso, quando saboreado em convívios entre portugueses longe da pátria, leva a recordar com saudade Portugal. Nas tertúlias organizadas pelas Academias mundo fora, o bacalhau faz parte integrante da ementa regado com um bom vinho, o qual serve para fazer a saudação académica ‘Gavião de Penacho’. Os membros tratam-se por compadres e comadres, designação esta que remete imediatamente para o conceito de amizade, rejeitando títulos e posições sociais.
Nestas tertúlias de amigos reúnem-se sem finalidades políticas, religiosas ou comerciais para fomentar, encorajar e desenvolver laços de amizade, cooperação e confraternização entre todos, defendendo o bom nome e prestígio de Portugal e dos portugueses.
O estandarte e o badalo são alguns dos símbolos que caracterizam a Academia do Bacalhau, sendo este último utilizado apenas pelo presidente para impor autoridade nas tertúlias. O emblema e a gravata têm de ser obrigatoriamente usados nos convívios sob pena de serem multados pelo “Carrasco”, figura determinante na angariação de fundos durante as tertúlias.
Os fundos para a beneficência são ainda angariados através de subscrições anuais dos sócios estipuladas por cada Academia, diferenciais dos jantares, leilões e apoios de empresas e entidades oficiais. O próprio Governo Português reconheceu em 1997 o trabalho desenvolvido pelas Academias junto das Comunidades emigradas com um diploma de mérito.
Após a fundação da Academia-mãe em Joanesburgo nunca se imaginou tamanha repercussão e a multiplicação por todo o mundo. Esperamos vivamente que a Academia em Londres seja aprovada e que se possa celebrar os valores de amizade, portugalidade e solidariedade social, que bem são necessários por estas bandas.





2 Comentários:
Conheco algumas actividades da Academia (ou deverei dizer confraria) do bacalhau. Possui socios em paises como a Swaziland (alguem conhece?)- (pequeno reino situado entre Mocambique e a Africa do Sul) e na madeira regista intensa actividade. Os confrades sao geralmente homens de negocios mas nao so. Se um destes dias esta iniciativa avancar eu quero estar la. No bacalhau, pois claro. O meu contacto e amgfrenacisco@gmail.com. Sou jornalista e ando a passear por ai. desta vez estou em Londres para uma temporada mas uma oportunidade de pertencer a esta confraria e poder envergar os seus simbolos e uma oportunidade anao perder. E um lugar que esta em todo o mundo e onde se podem fazer amigos em cada mundo. Contem comigo e por favor passem o meu contacto a quem esta na frente da iniciativa. Se eu puder ajudar e como se estivesse feito.
Vai entao um "bacalhau".
corrijo - amgfrancisco@gmail.com
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