Com o 6º Dan em Taekwondo, este Mestre vive actualmente em Inglaterra onde ensina os seus alunos a encararem o Taekwondo como um modo de vida. Sem esquecer o seu Portugal, Rogério da Costa conta-nos o que é ser Mestre de Taekwondo.
Rogério da Costa é hoje um dos Mestres de Taekwondo com mais sucesso lá fora fruto de uma vida dedicada à modalidade e ao desporto como modo de vida. Sobre o seu trabalho, Rogério da Costa diz com muito orgulho: “sinto-me muito honrado como português quando vejo o meu trabalho reconhecido. Nós somos um elo tão pequenino do desporto em qualquer parte do mundo que é muito gratificante. As pessoas não têm ideia do que é ser mestre, do que é ser instrutor. A minha melhor vitória é saber que estou a tirar uma criança da rua. Isso são as melhores recompensas, melhor que qualquer medalha”.
Tinha apenas cinco anos quando recebeu de prenda de aniversário da sua mãe uma incrição no Judo Clube Português, na altura um dos ginásios com mais nome em Portugal. Começou pelo karaté onde encontrou vários Mestres, entre os quais o Mestre Raul Silveira, que lhes incutiram as artes marciais no “sangue”. Depois conheceu o Aikido no Colégio onde andava e apaixonou-se pela modalidade desenvolvida em Portugal pelo Mestre Georges Stobbaerts, mestre belga que se tinha radicado em Portugal.
Na altura Portugal vivia o pós-25 de Abril e recebeu muitos praticantes vindos de Macau e Hong-Kong que trouxeram para o nosso país novas técnicas e experiências de kung-fu, karate e judo.
Entretanto, Rogério da Costa assumiu em definitivo o taekwondo como a sua modalidade, sobretudo devido “à destreza e técnica de pernas”, como o próprio reconhece. O Sporting Clube de Portugal foi o seu próximo destino onde estava o Mestre Chung Sun Yong e que deu um grande impulso à modalidade. Entretanto, foram também aparecendo as primeiras associações da modalidade e inclusive a Federação Portuguesa de Taekwondo.
Rogério da Costa esteve emigrado na Alemanha, Espanha e no Brasil onde aprendeu com grandes Mestres. Actualmente vive em Inglaterra onde “estou há seis anos. Tenho uma federação que é a Jundokwan que traduzido é a Escola da Verdade, e que foi uma das primeiras e uma das escolas mais antigas do Taekwondo”. Além disso, o Mestre Rogério da Costa também é presidente e único representante na Europa da British Olympic Federation.
Quando questionado sobre as grandes diferenças entre o Taekwondo em Inglaterra e Portugal, Rogério da Costa é contundente: “em Inglaterra o Taekwondo é mais competitivo. Por exemplo, os ingleses já entram nas Olimpíadas enquanto que nós temos o nosso melhor elemento que é o Pedro Póvoa mas que infelizmente falhou por pouco a qualificação para os últimos jogos olímpicos. Em Portugal ainda falta muito apoio e alguém que se debruce mais nesta modalidade”.
Em Inglaterra, Rogério da Costa recebe alunos de todas as idades. E diz com orgulho que muitos dos seus alunos são pessoas que já deixaram a juventude. “A maior parte são jovens mas também aparecem pessoas com 40, 50 e 60 anos”. E lembra que até em Portugal isso acontece. “Temos um caso espectacular no nosso país que é o António Araújo, um dos melhores pintores portugueses, que com quase 70 anos iniciou-se no taekwondo. E chegou a cinto negro 2º dan. E isso são forças que devemos admirar”, acrescenta.
Aos nossos leitores Rogério da Costa deixa a mensagem: “nunca olhem para uma arte marcial como violência mas sim como uma arte de desporto e um método de vida e de estar. Gostaria de apelar aos leitores de O Emigrante/ Mundo Português para que incentivem sempre uma criança para o desporto. E mesmo em adulto, nunca é tarde!”
“Nós somos uma mente, temos uma maneira nossa e essa mente tem que estar ramificada para várias outras mentes. Desde um indivíduo que chega e quer praticar Taekwondo porque outro lhe bateu na rua, ou porque o elemento gosta de desporto ou porque o elemento começa desde bebé. Ou até casos de uma pessoa de certa idade que começa a levar o neto e começa a gostar tanto do que vê que quer praticar e aprender. Tudo isso nós temos que avaliar. Temos também que saber identificar os problemas físicos. Por exemplo, há países onde é preciso atestado médico, outros não. Em Inglaterra não é preciso. Eu como tenho o curso de técnico de fisioterapia e de monitor de educação física sempre tenho mais meios para avaliar. A ter uma noção melhor sobre quem é quem”.
Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Rogério da Costa, um Mestre de sucesso!
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)




0 Comentários:
Enviar um comentário