sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Portugal-Alpes-Inglaterra numa carrinha com 50 anos!


Mike Silva em Pisa. Uma das etapas desta " European Van Tour 2009"



5251 Km. 518 Litros de gasolina.16 dias. 8 países. Cinco idiomas. Três moedas europeias. Dois fusos horários. 1 carrinha e uma viagem inesquecível.


Mike Silva chegou a Reino Unido no passado dia 6 de Setembro a bordo de uma Volkswagen de 1960 salva da sucata em 1989. Passando por Portugal,Espanha,França,Mónaco,Itália,Suiça, ,Bélgica e Reino Unido, a viagem serviu também para lançar o seu novo livro " À procura do Amanhã:Crónicas de um português do Reino Unido", da editora Tecto de Nuvens, e para angariar fundos em Inglaterra para o helicóptero de socorro da região central de Inglaterra " Midlands Air Ambulance". Com partida de Portugal a dia 18 de Agosto, a expedição teve a participação e o acompanhamento de veículos idênticos de outras nacionalidades durante o percurso pela Europa.

" Estava farto de procurar espaços de estacionamento no piso menos três dos centros comerciais, e como não consigo ir para o café ver a Bola decidi organizar esta expedição"- Adiantou Mike Silva, acrescentando ainda " Foi pelo desafio. Pela aventura. Pela idéia de fazer algo diferente."

Com situações e peripécias próprias de uma viagem tão extensa, o veículo de matrícula portuguesa estará brevemente em exposição num grande Shopping Center de Staffordshire, acompanhado de fotos da expedição.

"Paradoxo"?- Pergunta Mike quando questionado se o seu "amor" pelos centros comerciais não seria desta forma "traído" por esta exposição precisamente num centro comercial.-" Muito pelo contrário. Esta é uma contrapartida comercial de um patrocínio. Além disso,pode ser que alguém comece a coçar o nariz e a pensar que a Vida é algo mais do que arrastar a família por caves de betão cheias de fumo e carros e avenidas compridas com céus de néons. Se eu conseguir que uma só família seja salva destes antros ocos onde as pessoas se aglomeram como esferovite numa caixa de papelão, e decida fazer algo diferente com as suas Vidas, então terá valido a pena expôr a carrinha num centro comercial.

Após a viagem, Mike Silva explicou que " Nunca me senti no "Estrangeiro" em momento nenhum. Saír da nossa zona de conforto, do dia-a-dia que sempre estivémos habituados pode ser uma coisa boa."-concluíu.-" Não podemos olhar para o Horizonte como acabando em Vilar Formoso. A Europa é um sítio que importa conhecer para percebermos o nosso lugar, e compreendermos melhor o Mundo à nossa volta. O que nem sempre coincide com o que nos é despejado à noite casa dentro pelo Jornal da Noite."

Estar no Estrangeiro é mesmo isto: A oportunidade constante para procurar os limites de nós próprios, e fazer coisas diferentes.
Mike Silva prepara já uma outra viagem, desta vez de cariz humanitário. Esperemos para ver...

As fotos da viagem bem como crónicas desta expedição pela Europa,podem ser visitadas no site do autor em http://www.saladasmaquinas.blogspot.com/

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

O evento mais barato do Mundo!

Festival motorizado único no Mundo...Aqui, o arranque para a corrida comemorativa dos 40 anos do Porsche 917 ( Foto Mike Silva )


Onde poderíamos ver carros do Mundial de Rallies em acção, Fórmula 1 em pista, as novidades dos salões internacionais e concursos de elegância de Peeble Beach e Villa d Este, ou a apresentação do futuro recodista do Mundo de velocidade ,Carros Nascar e de Lemans, Exibições de caças de combate ou as comemorações dos 100 anos da AUDI com um só bilhete? Só em Goodwood...


Texto e fotos: Mike Silva ( www.saladasmaquinas.blogspot.com)

Não existe local nenhum no Mundo como Goodwood. Podemos sair de uma classificativa em floresta do Mundial de Rallies, directamente para um Paddock de Fórmula 1 e conversar com Eddie Irvine ou Takuma Sato. Ou Bruno Senna,num agradável português.Depois, como se voassemos para Indianápolis, podemos assistir a todo o fervor das corridas NASCAR. Os americanos fazem deslocar todos os anos a Goodwood um impressionante dispositivo do campeonato da National Association for Stock Cars Auto Races ( NASCAR).
Mike Silva e Bruno Senna, no centro de Imprensa de Goodwood


Se estivermos fartos, podemos "descansar" voando em helicópteros da RAF, ou apenas assistir à coqueluche dos caças de combate em acção, que dá pelo nome de Eurofighter Typhoon. Mil trovoadas nos céus, à velocidade da luz. Não é para brincadeiras.

E que tal visitar os mais belos automóveis do Mundo, expostos no relvado da Cartier, que figuram todos os anos nas exposições mundiais de Peeble Beach? Bugattis modelos único, a valer milhões, ou carros que foram pertença de Reis ? Mesmo ao lado do desfile de supercarros do Sunday Times, que reune os melhores e mais dispendiosos carros de sonho da actualidade.( O único local do Mundo onde se pode ver um engarrafamento de Bugattis Veyron)


O "barracão" da Ferrari... Do mais antigo ao bólide de 2009!


Presentes também este ano, os responsáveis que pretendem levar a cabo a tentativa de quebra do recorde do Mundo de velocidade em Terra, o projecto Bloodhound SSC, da mesma equipa que detém o record anterior, formada entre outros pelo piloto da RAF Andy Green. (Mike Silva esteve à conversa com os responsáveis e pilotos, e será tema de um próximo artigo)

Goodwood é também o evento escolhido pelas marcas para anunciar novos modelos exclusivos. Mesmo antes dos salões mundiais como Genebra ,Londres ou Detroit.Entre os quais o novo Porsche Eléctrico, ou o Arrebatador "Formula 1 de estrada" Tramontana. Sim. Um Fórmula 1 legal para andar na estrada! Palavras para quê? Religioso. Obrigatório. Imperdível.Se nunca foi a Goodwood, não deixe que ninguém saiba...


Versão " especial" do Bugatti. Série limitada. Os "normais" são para o povo...


( Toda a informação em http://www.goodwood.co.uk/)








segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Governo está a prejudicar portugueses no R.U.


Londres, 22 Jun (Lusa) - Os portugueses residentes na região de Londres estão ser prejudicados em relação aos que vivem perto de Paris devido ao mau funcionamento do consulado português na capital britânica, acusou hoje o deputado social-democrata Carlos Gonçalves.

Em sua opinião, os emigrantes neste país são os "parentes pobres" dos restantes emigrantes portugueses devido à falta de funcionários que permitam um serviço mais célere no consulado de Londres, que hoje visitou.

Desde há seis meses, quando realizou a última visita ao mesmo posto, denunciou, a situação piorou devido à não renovação dos trabalhadores contratados a termo certo, fazendo diminuir o número de funcionários para 15.

PS Reino Unido Posto de Parte nas Celebrações do Dia de Portugal

A secção do PS – Londres lamenta que a Comissão Organizadora do Dia de Portugal tenha impedido o PS – Londres de estar presente com uma banca para expor material político e apelar à participação cívica, tal como previamente tinha ficado acordado com os promotores do evento.


O PS – Londres considera que a Comissão Organizadora assumiu uma atitude limitadora da liberdade de expressão e prejudicial para a Comunidade, na medida em que assim se perdeu uma boa oportunidade para incentivar muitos dos milhares de portugueses presentes no recinto da festa a empenharem-se civicamente na vida da cidade e do país que escolheram para viver, bem como em relação a Portugal.

O PS – Londres critica também o facto de a organização do Dia de Portugal ter lamentavelmente partidarizado a cerimónia ao conceder o último discurso a um dirigente do PSD, o conselheiro da comunidade madeirense, criando inclusivamente uma situação de desconsideração para com o Senhor Embaixador de Portugal no Reino Unido que, sendo a personalidade mais importante, deveria ser a última a discursar.

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Cooperação do PS Reino Unido com o Labour

O PS Reino Unido estabeleceu relações de cooperação com o Partido Irmão neste País, o Labour, numa reunião com os Partidos Irmãos do Labour, no final do Mês de Março na Sede do Labour em Victoria Street (Participaram: Grécia; Espanha; Alemanha; Áustria; Holanda; Itália; França; Polónia e Irlanda).

Desde logo foi manifestada a nossa intenção de cooperar politicamente com o Labour no sentido de incitar a participação política e eleitoral da nossa Comunidade radicada neste Pais e defender os interesses e necessidades desta Comunidade servindo como aparelho de Lobby para esse efeito.

Nessa Reunião foi prioritariamente abordada a questão das Eleições Europeias que se avizinhavam. Sem prejuízo ou detrimento de Candidatos Nacionais desses Partidos Irmãos. O Labour pretendia a nossa ajuda para que os membros de Comunidades Europeias Expatriadas que não possam votar nos seus Países ou em Estruturas Diplomáticas, se registassem no Reino Unido para votar nos Candidatos do desse mesmo partido.

2 Argumentos ressalvam de vários.

- São os candidatos do partido que mais advoga a participação na União Europeia, defende os ideais de solidariedade entre povos, e liberdade de estabelecimento e circulação no espaço da UE.

- Os Emigrantes, como são a consagração da liberdade de circulação e estabelecimento, terão a responsabilidade de usar o direito de voto para defender estes direitos adquiridos. Como o povo Britânico é naturalmente avesso ao assunto Europeu, porventura haverá muita abstenção pelo que o voto Emigrante tem uma redobrada importância.

O PS Reino Unido desenvolveu um conjunto de Acções no sentido de ajudar o Labour, nesta muito justa Causa (Europeísta no UK).

1-Realizamos um dia Aberto e de Campanha de Rua, no Café Portugal e pela área de Stockwell, onde embora a maioria do eleitorado seja afecto à Social-democracia Madeirense não deixou de louvar e apreciar a nossa mensagem.

Celebramos igualmente o 25 de Abril, e ficamos sensibilizados pela simpática coincidência de nos encontrarmos com um grupo de Ex-Exilados do Regime Fascista em Londres dos 60 e 70 que se reuniu no Café Portugal para Almoçar. Contamos com o apoio e participação de membros de partidos Irmãos (PES, Partidos Europeus Socialistas), que juntamente connosco realizaram acção de campanha com a candidata Anne Fairweather.

2-Incitamos e sugerimos a realização de um encontro entre os Partidos Irmãos e os membros governamentais em que se fizesse um apelo aos Media para o voto da População Europeia no Reino Unido e em especial em Londres pela sua maior concentração de emigrantes europeus. Foi então Realizado um Encontro e sessão aberta aos Media com David Miliband, o Foreign Office Minister (o nosso MNE), no Irish Cultural Center em Hammersmith no Domingo dia 10 de Maio. A reunião teve um bom nível de esclarecimento mediático, e foram abordadas diversas questões levantadas pelas mais variadas origens nacionais.

3-Foi realizado um Phone Bank, de origem Portuguesa, para contactar residentes Portugueses em Londres com intuito de os incitar a registarem-se aqui e votarem nas suas áreas de residência. A recepção dos Portugueses foi muito receptiva e alguns ficaram elucidados para a importância de aqui votarem. Outros Phone Bank poderão vir a ser realizados dependendo da disponibilidade dos voluntários.

4-Acção de Campanha pela Zona de Norfolk, no sentido de contactar o comércio Português para convidar os proprietários a divulgar este direito tão importante (Votar cá). Acção realizada a 12 de Maio.

5- Foram produzidos diversos materiais de campanha e divulgação, e foram traduzidos cerca de 5 documentos de campanha do Labour para que todos na nossa comunidade possam entender o que o Labour tem para lhes dizerem nestas eleições.
6- Foram efectuados contactos com diversos Britânicos ligados ao Labour. Desde o Steve Reed com quem tivemos uma reunião de apresentação e estabelecimento de relações de cooperação, até Anne Fairweather, candidata em 3º lugar do Labour que está a concorrer directamente com o BNP para um lugar por Londres; passando pela participação nas eleições intercalares de Kennington em Lambeth, e pelo desenvolvimento desta cooperação com diversos funcionários do aparelho politico do Labour. A todas estas pessoas foi mencionada que esta secção de futuro vai desenvolver contactos na defesa de actuais e eventuais interesses da Comunidade e conta com os mesmos para retribuírem o nosso presente esforço para nos apoiarem. A cooperação continuará Activa.

Em conclusão gostaria de salientar que esta parceria Labour PS Reino Unido serve como mais uma ferramenta entre muitas (Instituições representativas; Associações; Conselheiros; Sociedade Civil; Comerciantes e Empresários, etc.) para potenciar e melhorar a presença e participação na vida Sociopolítica da nossa Comunidade Lusa, na mais vasta Sociedade Britânica, tal como já acontece com outras Irmãs Comunidades (Gregos; Italianos; Franceses e ultimamente Polacos) que são mais eficazes a defender os seus direitos e interesses.

Será um desenvolvimento dos ideais de Socialismo, democracia e cooperação internacional entre povos Europeus.

Mafalda

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Mike Silva publica livro sobre o Reino Unido




Como sabem, não encontrei tela para pintar o meu quadro em Portugal. Só os incorrigíveis perseguidores de sonhos sabem a falta de ar que é, querer fazer uma coisa num País, e apenas obter em troca uma chuva de papéis, indiferença, dificuldades e opiniões que nos empurram permanentemente para o aconchego da medíocridade.

Ir para o Estrangeiro, não pode ser só acerca de ser coitadinho e de ir lá para fora ganhar a Vida.Não. O Estrangeiro por toda a História da Humanidade, tem sido o terreno ideal para dar espaço ao indivíduo que procura fazer algo de válido e interessante com a sua Existência. Ir para o Estrangeiro, não pode significar sempre estar à espera de quando é que o próximo artista pimba vai a Londres tocar para as comunidades, ou dormir mal a pensar onde é que se pode instalar a "Sportêvê" e beber uma Sagres.

Estar no Estrangeiro, no meu caso, em Inglaterra, significa também aproveitar a oportunidade que caíu no nosso colo, na nossa realidade, nas nossas vidas, de conhecer uma sociedade diferente e desenvolvida, e tentar perceber em que medida esta nos pode ajudar a providenciar o recomeço de uma folha em branco que sempre desejámos para nós.
Insistir em moldes escusados de vida, que nunca nos trouxeram nada de novo, é uma vez mais a receita para entrármos de novo no jogo a perder, como sempre fizémos.É uma vez mais a resposta incapaz aos nossos anseios e mais um destruir de uma oportunidade. De Ouro. É voltar para dentro do barril de onde fomos tirados quase a sufocar. É apanhar um taxi para casa, e regressar a pé ao local de partida.Este é um trabalho acerca de Esperança, e de teimosia em perseguir os sonhos e fazer as coisas de maneira diferente. É acerca de não baixar os braços.

A cerimónia de lançamento deste trabalho de Mike Silva, está agendada para breve, num evento de uma estação de televisão portuguesa. Para já, disponível online.

Orientado em crónicas de leitura fácil, nem sempre de um modo pacífico ou políticamente correcto, espero que este tema lance algumas luzes para quem tem o Reino Unido no Horizonte, para quem acha que está na altura de dar um murro na mesa, ou apenas para quem tem curiosidade sobre o tema."À procura do amanhã: Crónicas de um português no Reino Unido,da Editora Tecto de Nuvens está disponível no seu site




ou no site da Wook em




Obrigado a todos aqueles que me moeram a cabeça desde o princípio a dizer que eu era capaz de levar este projecto para a frente. Tinham razão. Obrigado aos outros também, que são sempre necessários, sim senhor, para nos dar aquela " raivazinha" de estimação para continuarmos .

Este trabalho é dedicado a todos os incorrigíveis perseguidores de sonhos que ainda arranjam forças para acreditar.

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Dia da Madeira comemorado em Londres

Realizou-se dia 6, em Kennington Park, a segunda edição do encontro e convívio de madeirenses, cuja comunidade representa 65 por cento do total dos portugueses no Reino Unido, e principal motivo para a celebração do dia da Madeira.

“Há encontros de pessoas que já não se vêem há muitos anos, incluindo familiares”, diz Carlos Freitas, Conselheiro das Comunidades Madeirenses e organizador do evento, a Lusa. A festa teve lugar no Kennington Park, que, por questões de segurança, esperava uma lotação para cerca de cinco mil pessoas. “O Dia da Madeira não é só para os madeirenses, é para todos os portugueses”, sublinhou, em declarações à Agência Lusa.

O programa arrancou com uma missa campal, seguindo-se a audição dos hinos nacional português, regional da Madeira e o hino nacional britânico. Durante o dia, foram servidas bebidas e comida regional da Madeira em diversas barracas de restaurantes e associações portuguesas. No ano passado, esteve presente o presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, mas este ano foi representado pelo Secretário Regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro.

Foram também anunciadas as presenças do embaixador de Portugal no Reino Unido, António Santana Carlos, e do director do Centro das Comunidades Madeirenses, Gonçalo Nuno Santos.

Em representação das autoridades locais Cristopher Wellbelove, o mayor de Lambeth, município no sul de Londres onde está concentrada a comunidade portuguesa.

A comunidade madeirense no Reino Unido é a terceira maior no mundo, a seguir à África do Sul e Venezuela, afirma Freitas. O Governo português admite que residam no Reino Unido mais de 300 mil portugueses, embora menos de metade estejam registados nos consulados.

O dia da Madeira é celebrado na ilha a 1º de Julho para comemorar o aniversário da autonomia regional e também lembrar as comunidades madeirenses no estrangeiro.

Mas Carlos Freitas, de 77 anos e conselheiro permanente das Comunidades Madeirenses desde 1984, há 25 anos, justifica que a escolha do primeiro domingo de Maio para assinalar a data no Reino Unido prende-se com questões práticas. “No dia 01 de Julho é difícil trazer cá alguém do Governo regional e se for em Maio não fica próximo do Dia de Portugal (10 de Junho)”, sustentou.

By - Daniela Romão

terça-feira, 5 de Maio de 2009

Manifestação "Strangers into Citizens"

No feriado da segunda-feira, 4 de Maio, cerca de 30 mil pessoas se reuniram na Praça Trafalgar, no centro de Londres, vindos de diferentes pontos de encontro da capital, para defender a anistia de imigrantes que permanecem vivendo e trabalhando no país ilegalmente. Em sua terceira edição, a marcha contou com a participação de políticos, ativistas, estudantes e profissionais liberais, ingleses, latinos, ibero-americanos, europeus, pretos, brancos, índios, mestiços, etc. A marcha é um evento promovido pela organização não-governamental ‘London Citizen’, sendo que outras 120 entidades também apóiam e auxiliaram na organização.

Um dos principais pontos de saída da passeata foi na catedral de Westminster, onde o Arcebispo de Southwark, Patrick Lynch, defendeu os direitos dos imigrantes argumentando que a igreja católica da Inglaterra e do país de Gales sempre apoiou e foi solidária com esses trabalhadores. O arcebispo também declarou que eles não devem ser ‘bodes expiatórios’ da crise mundial.

“Minhas preces de hoje vão para os trabalhadores imigrantes que não devem pagar pelos tempos de recessão e não devem ser alvos da frustração de outras pessoas sobre a economia atual”, completou Lynch durante a missa.

Durante seu sermão, o arcebispo Lynch avaliou que se trata de uma questão moral que trabalhadores ilegais, que estejam vivendo no país por cinco anos ou mais, deveriam ter a oportunidade de construir seu futuro com mais garantias e que possam continuar contribuindo com a sociedade inglesa com igualdade.

“Vocês trabalham aqui, seus filhos nasceram aqui e vão a escola aqui, vocês são parte de nossa comunidade e sociedade, então uma maneira deve ser encontrada para que vocês aqui permaneçam” , defendeu Lynch a uma congregação de diferentes nacionalidades.

A missa foi realizada junto com outros serviços religiosos pela cidade, como parte das ações da campanha ‘Strangers into Citizen’, da ONG ‘LondonCitizen’.

Na Igreja Santa Margarete, que teve um serviço anglicano com o Bispo de Southwark, Tom Butler, a causa também foi debatida e defendida pelo religioso. “O que está sendo pedido é um simples reconhecimento daqueles que estão neste país há anos e devem ser dado a oportunidade de serem mais produtivos e melhores cidadãos”, enfatizou Butler em seu sermão.

Defensores da regulamentação acreditam que após um período de quatro anos sendo ilegal, mais um período probatório de dois, considerando outros itens como fluência na Língua Inglesa, ficha criminal limpa, referências, etc, devem ser aferidas na decisão de anistiar o indivíduo.

Desde 2007, que a campanha ‘Strange into Citizens’, da qual a marcha é resultado, ganhou força junto ao Partido Liberal-Democrata e, também, com o atual prefeito de Londres, Boris Johnson, para desenvolver planos de regulamentação para estes imigrantes. Acredita-se que 450 mil devem conseguir asilo, caso o governo prossiga com o apoio a causa.

O órgão governamental que cuida das fronteiras do país, denominado Home Office, admite que é impossível remover 750 mil imigrantes ilegais que é acreditado existir hoje na Grã-Bretanha. Atualmente são deportados 30 mil ilegais por ano. Apesar dos dados, o ministério de imigração britânico e o Home Office vêm, cada vez mais, dificultando a entrada de imigrantes não-europeus no Reino Unido.

By - Paula Medeiros

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

PS Reino Unido: Renovado e Unido

Recentemente um novo grupo de apoiantes do PS reuniu-se para constituir uma estrutura temporária da secção do PS no Reino Unido que foi submetida a eleições no dia 14 de Fevereiro. Neste dia decorreram eleições para o novo Secretariado do PS no Reino Unido, Delegado do Congresso Nacional, Secretário-Geral do Partido Socialista e Departamento Nacional das Mulheres Socialistas. Como resultado destas eleições a lista coordenada por Guilherme Rosa foi eleita como a equipa que coordenará as actividades do PS Reino Unido ao longo do próximo ano.

Nos dias 27 / 28 de Fevereiro e 1 de Marco, Eurico Santos e Guilherme Rosa participaram no Congresso Nacional do Partido Socialista que decorreu em Espinho e debateram ideias quanto ao funcionamento desta nova secção.

A nova secção do PS Reino Unido compromete-se a criar uma estrutura que oiça e dê voz às necessidades e preocupações da comunidade portuguesa emigrada no Reino Unido, bem como incentivar a participação política dos nossos emigrantes através da promoção de encontros mensais, fomentar uma discussão construtiva sobre a vida política do país, incentivar o exercimento do direito de voto para combater a abstenção e o alheamento político, visitar localidades onde grandes comunidades portuguesas residam, fomentar a acção e formação política dos jovens e mulheres de esquerda democrática e criar um elo de ligação ao Labour Party e ao Partido Socialista Português para assim promover a defesa dos direitos dos nossos emigrantes.

Já em Abril a secção do PS Reino Unido ira reunir-se no Café Portugal, Londres, para promover um dia aberto a militantes e todos os emigrantes portugueses para debater e esclarecer dúvidas quanto ao novo papel desta secção. Este encontro terá lugar entre as 14h e as 17 horas no dia 25 de Abril. No dia 4 de Maio irá ter lugar a Primeira Tertúlia no Doy Bar and Grill, Londres, pelas 17 horas onde o tema “Crise/Trabalho/Emigração” será discutido. Gostaríamos de convidar todos os leitores a participar nas nossas actividades.

MP

domingo, 15 de Março de 2009

A comunidade no Twitter

Apartir de agora todos os membros e amigos da comunidade TugasUK já podem seguir as últimas novidades no Twitter, através do link:

http://twitter.com/TugasUK

terça-feira, 3 de Março de 2009

Sofia Escobar - a melhor actriz de teatro musical no R.U.

O prémio de Melhor Actriz de Teatro Musical, atribuído pelo portal de espectáculos Whatsonstage, de Inglaterra, teve "um significado muito especial" para a portuguesa Sofia Escobar. Três anos depois de ter deixado Portugal para estudar canto e representação na Guildhall School (a mais conhecida escola de artes de Londres), o galardão coroa a dedicação com que se entregou ao papel de «Maria» em «West Side Story», a coragem de ter deixado a segurança que lhe proporcionam a família e os amigos na sua Guimarães natal e os sacrifícios que teve que fazer no início da vida em Londres. A decisão de estudar em Inglaterra - que a levou a contrair um empréstimo para pagar os estudos e suportar as despesas, mostrou-se acertada: aos 28 anos, Sofia Escobar é uma actriz respeitada pela crítica inglesa e reconhecida pelo público. Em entrevista ao Mundo Português, conta como tem sido o seu percurso e revela o desejo de trabalhar em Portugal e representar "em português"...

Sofia Escobar diz que a música e a representação, sempre fizeram parte de si.
Desde os tempos de infância, quando as brincadeiras incluíam concertos e a criação de personagens. Mas só muito mais tarde confirmou que esse seria o percurso profissional que a faria verdadeiramente feliz.

Estudou música e interpretação em Guimarães, a terra natal, e continuou os estudos no Conservatório de Música do Porto. Depois, entre continuar a formação em Lisboa e «rumar» a Londres, optou pelo segundo percurso. Uma decisão que exigiu sacrifícios, já que a família não podia comportar os custos da estadia de Sofia em Londres. Teve que recorrer a um empréstimo bancário para suportar as despesas e, após as aulas, chegou a trabalhar como empregada de mesa num restaurante.

Entretanto, a elevada prestação que teve nas provas de acesso à escola de artes Guildhall School, permitiu-lhe ficar isenta do pagamento de propinas durante o curso.

Oito meses até «Christine»...

Dos primeiros tempos na capital inglesa, onde chegou em 2005, Sofia recorda a saudade da família e dos amigos e ainda do mar. Mas sublinha que nunca sentiu qualquer tipo de descriminação por ser estrangeira, num país onde, afirma, não é necessário ter "«cunhas» para se ser bem sucedido".

Estava já a estudar na Guildhall quando arriscou participar nas audições para o papel de Christine Deel, no musical «O Fantasma da Ópera», como suplente da actriz principal, depois de ter lido um anúncio num jornal londrino. Teve que esperar muito tempo até receber o telefonema que mudou a sua vida e deu um grande impulso à sua carreira.

"Foi um processo muito longo, oito meses de audições", como recordou, até ser escolhida para o papel que lhe permitiu em 2007 pisar o palco do West End e representar a principal personagem feminina num dos mais míticos de sempre: quando «O Fantasma da Opera», de Andrew Lloyd Webber, estreou em Londres, em 1986, Sofia Escobar tinha cinco anos. O musical está em palco até hoje, é considerado o mais visto de sempre e mantém o sucesso de público ao longo de mais de 20 anos.

O trabalho que realizou como «Christine» levou-a a participar noutro musical e a ser novamente protagonista, mas de uma personagem diferente - a energética «Maria», em «West Side Story». Passou da representação de um papel no qual não podia ter nenhuma pronúncia portuguesa, para outro onde canta com um ligeiro sotaque espanhol, já que a personagem «Maria» tem ascendência porto-riquenha.

Um prémio "muito especial"

E foi a sua actuação como «Maria» que chamou a atenção dos críticos musicais ingleses que a seleccionaram para concorrer ao prémio de Melhor Actriz de Teatro Musical atribuído pelo portal de espectáculos britânico Whatsonstage. A actriz portuguesa concorreu com outras quatro protagonistas, entre as quais Elena Roger, que venceu este ano o prémio Laurence Olivier, na mesma categoria.

Na votação on-line feita pelo público e que teve a participação de cerca de 35 mil pessoas, Sofia chegou a estar em segundo lugar, atrás de Connie Fisher, uma actriz de musicais muito popular em Inglaterra. Mas acabou por ser a eleita, com 35,8 por cento dos votos (Connie Fisher reuniu 24,9 por cento dos votos). O prémio foi uma surpresa para a actriz, que considerava já uma vitória ter sido nomeada "no meio de grandes talentos". E teve ainda um sabor especial por ter sido atribuído pelo público. Conta que sempre que tem "um dia menos bom", olha para o prémio, que lhe foi entregue no dia 15 de Fevereiro, no Teatro Prince of Wales.

Também em Fevereiro, Sofia Escobar foi seleccionada para os Prémios Lawrence Olivier, também na categoria de Melhor Actriz de Teatro Musical, pelo seu desempenho em «West Side Story». Desta vez não ganhou, mas sublinhou não estar "de maneira nenhuma" desiludida, tendo preferido recordar o momento "de grande adrenalina" que viveu, na noite de 8 de Março, durante a entrega dos prémios.

Perante uma plateia que incluía grandes nomes do teatro e do cinema em Inglaterra, Sofia Escobar voltou a encarnar «Maria». Cantou e encantou. "Foi um momento mágico", disse ao Mundo Português.

Actualmente em digressão com o musical «West Side Story», a actriz portuguesa não sabe ainda o que se seguirá na sua carreira, mas vai iniciar em Maio, audições para outros projectos. "Estou muito entusiasmada".

Qual a sua formação musical? Sempre sentiu que queria estar ligada à música e à representação?
- A paixão pela música e representação sempre fizeram parte de mim, olhando para trás lembro-me as minhas brincadeiras de criança incluírem concertos e personagens distintas.
Mas, só muito mais tarde, me dei conta de que esse seria o caminho que me faria feliz.
Foi então que comecei a investir na minha formação. Primeiro na Academia de Música de Guimarães, mais tarde no conservatório de música do Porto e por fim, Guildhallschool, em Londres.

Como foram os primeiros tempos em Londres? Sentiu alguma vez dificuldades por ser uma actriz estrangeira?
- As dificuldades que senti foram apenas dificuldades pessoais, ou seja, saudades de casa, da família e amigos, saudades do mar.

Nunca senti qualquer tipo de preconceito por não ser Inglesa. Felizmente por cá não é necessário ter as chamadas "cunhas" para se ser bem sucedido, o que é verdadeiramente essencial é o talento.

Foi longo o processo até à sua escolha para o papel de «Christine»? Teve que fazer alguma preparação especial?
- Foi um processo muito longo, oito meses de audições.
No inicio eu encarei as audições como algo de leve apenas para ganhar experiência, mas à medida que me fui apercebendo que eles estavam de facto muito interessados, tornou-se muito sério, pensar que cada vez estava mais perto de realmente pisar um palco do WestEnd com um papel de sonho.

A.G.P.
- Jornal O Mundo Português

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Conselheiro reúne com representante da Assembleia de Londres

Conselheiros desenvolvem contactos institucionais

Esq: Valerie Shawcross e António Cunha
Dir: António Cunha, Valerie Shawcross, Cônsul Geral António Leão e Cônsul Adjunto Paulo Maia e Silva


Na segunda feira, dia 19 de Janeiro, nas instalações do Consulado Geral de Portugal, o Conselheiro António Cunha reuniu com Valerie Shawcross, representante de Lambeth e Southwark na Assembleia de Londres.

Nas instalações gentilemente cedidas pelo Cônsul Geral, Dr. Macedo Leão, o Conselheiro António Cunha e o grupo de trabalho que apoia os Conselheiros, teve mais uma reunião considerada essencial no relacionamento da Comunidade Portuguesa com as entidades oficiais Inglesas.

Nesta reunião, Valerie Shawcross escutou e questionou sobre as condições de integração dos portugueses na sociedade britânica e foram identificados alguns passos essenciais no relacionamento efectivo que a Comunidade Portuguesa poderá desenvolver de futuro com a Câmara de Londres.

No âmbito da conversa, foram analisados os contactos institucionais a estabelecer com algumas das Instituições chave da sociedade Inglesa, tendo sido acordado o apoio mútuo para alcançar os objectivos traçados, designadamente no relacionamento e desenvolvimento de projectos de colaboração nas áreas dos transportes públicos, forças policiais e bombeiros.